A prova de título

A prova de título de Nutrologia é o concurso realizado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) em convênio com a Associação Médica Brasileira (AMB) para conferir a médicos o título de especialista em Nutrologia.

Acontece geralmente no segundo semestre (novembro ou dezembro). Alguns anos a ABRAN realizou a prova duas vezes ao ano, mas não é regra.
O custo é em torno de R$ 1.600, podendo variar.
O horário é das 09h00 até as 19h00, no auditório do Hospital do Servidor Público Estadual, Av. Ibirapuera, 1215, Indianópolis, São Paulo.
Os pré-requisitos variam conforme o edital do ano. Ou seja, podem variar. Por exemplo, na prova que prestei o tempo de formado era de no mínimo 8 anos.
No momento os pré-requisitos são:
2.1. Estar inscrito no Conselho Regional de Medicina há pelo menos 2 anos.
2.2. Ter feito Residência Médica em Nutrologia (comprovante autenticado), OU
2.3. Ter concluído de treinamento em Nutrologia, reconhecido pela ABRAN (aprovação pela Comissão de Título da ABRAN), nesse caso são as pós-graduações (estágios oficiais) com duração de 2 anos. Comprovar por meio de declaração assinada pelo responsável pelo treinamento e reconhecida firma ou através de documento autenticado OU
2.4. Comprovar treinamento/capacitação em  Nutrologia por meio de atividades profissionais, realizadas em um período de tempo mínimo de 4 anos. Comprovar por meio de declaração assinada pelo responsável pelo treinamento e reconhecida firma ou através de documento autenticado.
 
A aprovação na prova de título tradicionalmente é baixa, girando em torno de 20%, assim como a maioria das especialidades. Como toda prova de titulo não é uma prova fácil e geralmente só passa quem realmente estudou o edital.
 
A prova tem 70 pontos, sendo divididos da seguinte forma:
a) 50 Questões múltipla escolha: 0,50 (meio) ponto por questão, totalizando 25 pontos;
b) 10 Questões dissertativas: 1,5 ponto por questão, totalizando 15 pontos;
c) 3 Questões orais: 10 pontos por questão, totalizando 30 pontos;
 
O Curriculum Vitae totaliza 30 pontos. Média Final = Provas + Curriculum Vitae (100 pontos). O mínimo para aprovação é de 70 pontos.
 
Minha história e como surgiu o MENUTRO

Meu nome é Frederico Lobo, sou natural de Goiânia – GO e desde antes da faculdade me interessei por Nutrição e metabolismo. Durante a faculdade estudei paralelamente Nutrologia Médica e já no quarto ano decidi que queria ser Nutrólogo. Atualmente sou Nutrólogo no SUS, em consultório particular e professor de Nutrologia através de mentorias. Sou idealizador do movimento Nutrologia Brasil (2014) e lutamos pela valorização da nossa especialidade. Nosso grupo é composto majoritariamente por Nutrólogos titulados ou que fizeram residência médica de Nutrologia. Mensalmente organizamos aulas visando a educação continuada além da troca de experiência que a internet possibilidade.

Em 2014 fiz a pós-graduação de Nutrologia da ABRAN (na época chancelada pela Santa Casa de São Paulo – SP). Dediquei-me 3 anos (2014-2017) a me preparar para a prova de título de Nutrologia. A qual prestei em 13/12/2017 e fui aprovado com 74,7%. Na minha época a média para aprovação era de 60 pontos.

Em 2018 por estímulo de amigos e professores reuni todo o material que utilizei para passar na prova e elaborei um e-book ensinando uma metodologia de estudo para ser aprovado. Mais adiante comecei a vender o banco de questões que elaborei e os flashcards (resumos) e posteriormente lancei o e-book: Tô na nutro e agora.


Em 2019 conheci a Dra. Amanda Weberling (hoje minha sócia), que havia acabado de ser aprovada na prova de título de Nutrologia e criamos o Menutro. Uma mentoria preparatória para a prova de título na qual por 12 meses treinávamos mentorandos para passarem na prova. Obtivemos grande sucesso na aprovação e fizemos novos amigos. Acabei apadrinhando vários destes e criando laços de amizade.
 


E-books, Mentorias e Cursos preparatórios para a prova

No momento não estamos fazendo mais as mentorias e cursos preparatórios para a prova. Apenas vendendo os e-books e o combo de flashcards e banco de questões.
 


Prova de título de 2021
 
Esse ano teríamos duas provas de título, mas recentemente a Associação Brasileira de Nutrologia colocou em seu site que a prova de Maio foi adiada para Novembro de 2021. https://abran.org.br/titulo-de-especialista/

A prova ocorreu dia 14/11/201. 

Na prova oral caíram 3 questões: 
1) Imunonutrição baseado no guideline da ESPEN 2021
2) Dislipidemia na infância
3) Gasto energético e ventilação mecânica. 

Na prova aberta: 
1. Nutro esportiva: de completar paciente halterofilista usava qual sistema e era indicado usar qual suplemento. E em que outra população usar
2. 4 mecanismos de ação da metformina na microbiota
3. Contagem de carboidrato
4. Octeto DeFronzo
5. Músculo como órgão endócrino
6. Calcular dieta e colocar um alimento funcional por refeição. 
7. Cuidados no intestino curto para evitar hepatotoxicidade.
8. Bypass gástrico.
9. TARE em adolescentes.
10. Fórmula infantil hiperproteica e obesidade infantil.

 

 
Prova de título de 2020

A Prova de 2020 aconteceu em São Paulo, dia 10/10. Contou com prova objetiva, dissertativa, prova oral e análise de currículo. Diferente da prova de 2019 que foi uma prova digamos que “mais fácil”, a prova de 2020 foi bem mais difícil. Com isso o índice de aprovação foi bem menor que em 2019. E é esperado que a cada ano, com mais pessoas prestando, o nível da prova suba. É o correto. É uma tecla que sempre bato com meus afilhados: a prova ficará cada vez mais seletiva, portanto, estudem muito. Planejem e estudem.

Lista dos aprovados em 2020, os 4 que marcamos utilizaram algum material do MENUTRO.

  • Dr. Bruno Cosme – Adquiriu o E-book: Metodologia de estudos para a prova de título e foi aprovado em Primeiro lugar com 90,4 pontos,
  • Dr. Audie Nathaniel Momm e Edvaldo Guimarães Junior estudaram pelo banco de questões e flashcards de 2019.
  • Dr. Guilherme Ludovice adquiriu o E-book: Metodologia de estudos para a prova de título, além do banco de questões e flashcards de 2020.

 

Parabéns a todos os aprovados. Honrem o título e sejam éticos. A Nutrologia precisa ser mais valorizada e de profissionais sérios.

 



Prova de título de 2019

No dia 07/03/2020 saiu o resultado da prova de título de 2019. Não sabemos ao certo quantos prestaram a prova, mas 93% dos que fizeram o MENUTRO passaram. Apenas 2 mentorandos não passaram. O número de aprovados praticamente quadruplicou.



Prova de título de 2018

No dia 15/02/2019 saiu o resultado da prova de título de Nutrologia de 2018. Dos 124 que prestaram, somente 24 foram aprovados. Desses 24 novos titulados, 6 adquiriram o nosso material preparatório (pacote 1), participaram do grupo de estudos no whatsApp e no grupo do facebook. Ficamos bem feliz com isso.

Os 6 aprovados estudaram bastante e com certeza serão excelentes Nutrólogos. A Nutrologia precisa de profissionais éticos e que lutem pela valorização da especialidade. É sempre bom ver novos rostos entrando para a especialidade. Parabéns a todos.



Razões para tirar o título de especialista em Nutrologia

Antes de tudo, é importante frisar que só é especialista na área quem fez Residência Médica ou tem Título de especialista. Provavelmente se você chegou até aqui, já sabe disso e por isso quer ser aprovado na prova de título.

Qualquer coisa fora disso é infração ética, além de estar usurpando de uma classe, algo que não é seu. É importante frisar isso, pois inúmeros médicos ignoram o tempo árduo de estudos (além dos gastos) que outros tiveram, seja na residência, seja estudando para uma prova de título de especialista. Apropriam-se de títulos sem os possuírem. Criticam a corrupção em suas redes sociais, mas são tão corruptos quanto alguns políticos.

Desde 2013 sempre era enfático em dizer: não sou nutrólogo, podia até chefiar um Serviço de Nutrologia ou ter feito pós-graduação de Nutrologia pela ABRAN, mas isso não me dava o direito de sair propagando aos quatro cantos algo que eu não era.


O texto abaixo foi extraído do site da Apromed e vale a pena ser lido:

https://apromed.com.br/blog/2020/09/23/registro-medico/

Entenda os riscos de atuar sem o registro médico de especialista

Atuar sem um registro médico de especialista expõe o profissional a vários riscos. Vivemos em um cenário de judicialização da prática médica, além de bastante competitividade entre os profissionais. Assim, anunciar e se denominar especialista em determinada área, mesmo com bastante qualificação acadêmica e experiência, é uma infração ética caso o(a) colega(a) não tenha um RQE.

No entanto, registrá-lo demanda o cumprimento de requisitos rígidos: o cumprimento de um programa de residência médica ou a aprovação na prova de título de especialista, após comprovação de experiência. Por esse motivo, é importantíssimo cuidar da regularização do exercício da especialidade o quanto antes. Entenda melhor os riscos de atuar sem o RQE!

Quais são os riscos de atuar sem o registro médico de especialista?

Uma confusão muito comum em relação ao Registro de Qualificação de Especialista vem da autorização legal de que todo médico pode realizar todos os atos típicos da profissão. Sim, todo profissional com um CRM válido tem o direito de executar qualquer ato médico.

Desse modo, a exigência do RQE não veda a prática de atos típicos de uma especialidade, mas a exteriorização da condição de especialista. Por exemplo, um médico generalista pode realizar um procedimento estético, mas não pode divulgar para os pacientes que é dermatologista, especialista em dermatologia, entre outros termos correlatos.

Da mesma forma, estão igualmente vedadas as seguintes ações:
• inserir especialidade em papel timbrado, cartão profissional e carimbo;
• anunciá-la em rede social;
• denominar-se especialista para o paciente ou o empregador, entre outras.

No entanto, é preciso observar que há um risco muito grande em exercer a especialidade sem ter um RQE. Afinal, caso haja uma denúncia, pode ser difícil provar que o exercício não estava ocorrendo de maneira irregular.

Punições no Conselho Regional de Medicina

As infrações éticas devem ser uma preocupação constante do médico, pois podem ocasionar punições que variam de multas e suspensões até o cancelamento do CRM. Chamamos isso de responsabilidade administrativa, a qual ocorre quando uma pessoa viola uma norma que regula a vida cotidiana e profissional.

É preciso tomar bastante cuidado, pois, para ser responsabilizado administrativamente, não é necessário que sua ação tenha provocado prejuízo a um paciente. O mero fato de descumprir uma norma do CFM é suficiente para gerar punições.

Também, é necessário se atentar bastante ao momento em que vivemos. Os médicos são cada vez mais demandados na Justiça e no CFM devido a denúncias que podem vir de colegas e pacientes. Com isso, processos judiciais e administrativos podem surgir e gerar problemas.

Por esse motivo, é preciso praticar uma medicina defensiva, o que inclui evitar a prática de especialidade sem ter um RQE. Além disso, certifique-se de jamais anunciar a condição em seus meios de comunicação, placas e papéis. E mesmo que não haja um anúncio da condição de especialista diretamente, dar a entender que a possui também pode gerar punições.

Responsabilização civil

A responsabilidade civil exige que tenha havido algum prejuízo para o paciente. Assim, o profissional pode ter de arcar com indenizações por danos físicos e morais. Esse problema pode vir de fatos simples, como a alegação de propaganda enganosa.
Uma pessoa pode requerer a devolução do valor da consulta caso tenha sido levada ao erro de acreditar que o médico era especialista na área. Quando há a ocorrência de erros, porém, o caso pode se complicar. A prática irregular da especialidade se tornará um forte argumento de que houve imperícia no ato médico, podendo dar êxito a uma indenização significativa.

Responsabilização penal

Certamente, este é o maior receio de todo profissional. A medicina é uma das profissões mais reguladas pelo estado, devido ao seu papel na proteção de bens jurídicos, como a saúde e o bem-estar. Desse modo, há um risco latente de que atos em desconformidade com a ética médica sejam levados para a esfera penal quando houver um prejuízo a um paciente ou à sociedade.

Por exemplo, suponhamos que um médico se declare gastroenterologista sem ter um RQE. Se durante um procedimento invasivo ocorrer uma complicação ou uma lesão, há um risco de o paciente judicializar a questão por alegação de erro médico.

Mesmo que o profissional tenha executado todas as ações de acordo com os melhores protocolos, a prática irregular da especialidade pode fortalecer alegações de negligência, imperícia ou imprudência.

Além disso, há uma disposição na Lei das Contravenções Penais que pode punir o médico mesmo que o paciente não tenha sofrido uma lesão. Para se enquadrar no exercício irregular da profissão, basta que a pessoa se enquadre na conduta do artigo 47: Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício.

Apesar de ser uma punição leve, podendo resultar em 15 dias a 3 meses de prisão, isso pode representar uma mancha na carreira.

Por que é importante ter um RQE?

Ter um RQE é um passo muito importante na carreira e no exercício seguro da profissão. Vejamos alguns motivos.

Segurança profissional

Com um RQE, o(a) colega médico(a) pode ficar muito mais seguro em sua prática profissional cotidiana. A concorrência e a constante judicialização da medicina fazem com que os médicos sem o registro passem por uma ansiedade constante em relação a denúncias.

Há profissionais com pós-graduação em determinada especialidade que se arriscam a anunciar a condição de especialista. Para isso, alguns artifícios são empregados.

Em vez de se denominarem especialistas, podem dizer:
• Carla Cristina, especialização lato sensu em dermatologia;
• Carlos Eduardo, gastroenterologia;
• Carlos Eduardo, pós-graduado em psiquiatria.

O Conselho considera que qualquer tipo de comunicação que possa levar ao erro do paciente se enquadra nas vedações. Então, esses subterfúgios podem, sim, ser punidos. Assim, o RQE é um respaldo importantíssimo para a prática da especialidade. É uma das qualificações mais valorizadas na medicina brasileira.

Evolução na carreira

O RQE também é um requisito para conquistar patamares mais elevados na carreira, uma vez que os melhores hospitais e convênios exigem que os médicos o apresentem. Além disso, os pacientes estão cada vez mais conscientes da importância desse registro e conferem no site do CFM se o profissional está devidamente registrado na especialidade.

Portanto, são muitos os riscos e poucos os benefícios de atuar sem o Registro Médico de especialista, o RQE. Caso o(a) colega médico(a) já atue há muitos anos na área, uma forma de fazer o registro é a aprovação na prova de Título de Especialista. No entanto, esse é um processo seletivo muito rigoroso, que demanda bastante dedicação e preparação.

Para saber como nós, os mais de 70 professores médicos da AproMed | Ética e Profissionalismo, podemos ajudá-lo a ser aprovado na prova de títulos, entre em contato conosco!

Juntos, somos mais fortes!

Prezado(a) colega médico(a), divulgue este conteúdo para seus colegas médicos. Vamos valorizar o título de especialista registrado no CRM, pois essa ação trará melhoria para a medicina brasileira, além de alertar a todos para a exigência do CFM.

Caro(a) colega médico(a), nossa AproMed desenvolve há 15 anos uma educação médica continuada de excelência. Nós, mais de 70 professores médicos, estamos prontos para lhe auxiliar em mais esta conquista, em mais uma qualificação profissional.

O médico pode atuar em todas as especialidades médicas sem restrições. Contudo, o Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio do artigo 117 do novo Código de Ética Médica, exige do profissional que divulga sua especialidade em anúncios de qualquer ordem que, junto ao nome, inclua, também, seu número do Conselho Regional de Medicina (CRM), com o estado da Federação no qual foi inscrito e o seu Registro de Qualificação de Especialidade (RQE). Caso o médico não cumpra essa norma, estará sujeito a um processo ético administrativo junto ao CRM, visto que se trata de uma infração ao Código de Ética Médica.

Texto extraído de: https://apromed.com.br/blog/2020/09/23/registro-medico/